sábado, 30 de maio de 2009

Gilmar Mendes usou dinheiro público para "ver" equinócio no Amapá

 

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

GILMAR MENDES USOU DINHEIRO PÚBLICO PARA "VER" EQUINÓCIO NO AMAPÁ



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Dono de escola viajou com tudo pago pelo STF para receber título honorífico e observar de perto o sol incidindo diretamente sobre a linha do Equador

Além das passagens aéreas com tratamento VIP, o povo brasileiro bancou, também, as diárias do ministro Gilmar Mendes em sua passagem por Macapá, nos dias 19 e 20 de março deste ano. Naquela ocasião, o magistrado-empresário largou o serviço em Brasília para ser homenageado pela Assembléia Legislativa do Amapá com o título de "cidadão amapaense", evento que contou com a presença de outro amapaense ilustre, o senador maranhense José Sarney.
O jurista-maior do Brasil aproveitou o embalo e foi até o Marco Zero da cidade conferir a horizontalidade dos raios solares na efeméride conhecida como "Equinócio das Águas".
Tudo com o nosso rico dinheirinho.
Para se inteirar do custo das andanças do Professor Gilmar pelo Brasil e pelo mundo, clique aqui.
Para saber mais sobre o equinócio e sobre as pororocas, clique aqui.

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Os livros didáticos em São Paulo

 
29/05/2009 - 09:58

Os livros didáticos em São Paulo

Confesso não entender o que se passa com os livros didáticos em São Paulo.

O Ministério da Educação criou um modelo de seleção dos livros didáticos - creio que desde a época de Paulo Renato - que consistiu em definir comitês, provenientes das diversas Universidades, para analisar os livros. Depois monta-se uma publicação com todos os livros selecionados, que é enviada para todos os professores do país, para poderem escolher livremente. O MEC envia os livros sem nenhum custo para os estados.

Nesse ínterim, teve penetração em algumas prefeituras os chamado cursos apostilados - muitas vezes negociado pelas empresas direto com o prefeito, em vez da equipe da Educação. Foi uma luta feroz, em que um dos competidores era a Abril - conforme você pode conferir na série sobre a Veja.

Quando assumiu, a Secretaria Maria Helena, da Educação de São Paulo, me deu uma entrevista garantindo que iria acabar com a farra dos apostilados. A Secretaria contrataria professores, pagaria pelo conteúdo e pelos direitos autorais, e ela mesmo imprimiria e distribuiria, reduzindo substancialmente o custo.

De repente, muda tudo. Pelo Diário Oficial do estado se fica sabendo de compras imensas, periódicas, de livros sem licitação. E, pelos abusos que estão sendo revelados, sem avaliação pedagógica. Aparentemente, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação vai alocando verbas para cada editora e, depois, que se vai atrás de qualquer livro para preencher a cota acertada.

Não adianta José Serra falar em punir os responsáveis ou quem quer que seja. Esses problemas todos estão ocorrendo devido aos negócios montados pela FDE com editoras, com plena aprovação da Secretaria da Educação. Aliás, passando por cima do que era a orientação inicial da Secretaria.

Sem contar venda de notebooks, previamente configurados com Windows Vista e Microsoft Office, ou aluguel de máquinas por preços acima dos de mercado.

O que se passa?

Enviado por: luisnassif - 

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O curso-fantasma da Escolinha do Gilmar

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O CURSO-FANTASMA DA ESCOLINHA DO GILMAR
.Jornalista da Globo diz "a amigos" que não deu aulas no curso do IDP anunciado em site e que "Conselho Estratégico" da TV Justiça não existe, apesar de existir.Veja aqui as confidências que o comentarista político e âncora de telejornais da Rede Globo, Heraldo Pereira, teria feito a pessoas de seu círculo de amizades.
Depois, dê um pulo aqui e confira o corpo docente do Curso de Formação Inicial de Magistrados, anunciado no site da Justiça do Trabalho. Repare que mestre Heraldo, entre outras coisas, tratará do "estudo do relacionamento interpessoal, dos meios de comunicação social e do relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia" (é dever deste Cloaca News informar, no entanto, que, diante de tantas assombrações, tal curso talvez seja fruto de nossa imaginação, assim como a sigla IDP colada ao nome do professor Pereira mais um de nossos delírios criativos).
Para concluir a sessão de leituras edificantes, deleite-se com esta singela fábula medieval.
Postado por Cloaca News às 14:55:00 3 comentários
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Caça aos fumantes convoca dedo-duros


Companheiras (os ),. todos que me conhecem sabem que não sou fumante, mas incentivar o dedurismo é demais e olha quem afirma é  F(a)olha de S.Paulo ou melhor FSP ( Folha Serra Presidente): "“Governo Serra vai estimular `dedo-duro´na lei antifumo”, diz o título do caderno Cotidiano da Folha de domingo
 
 

Kotscho, Serra e a arte da delação

No Balaio do Kotscho, um bom artigo sobre a promoção do dedo-durismo pelo governo do Estado de S. Paulo. Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas.

Caça aos fumantes convoca dedo-duros

Que maravilha! Está oficialmente aberta a temporada de caça aos fumantes. A lei antifumo do governo Serra só entrará em vigor no próximo dia 7 de agosto, mas quem não tiver mais nada para fazer pode desde já pegar em armas e se alistar na grande cruzada contra o cigarro.

“Governo Serra vai estimular `dedo-duro´na lei antifumo”, diz o título do caderno Cotidiano da Folha de domingo, acrescentando logo abaixo: “Clientes poderão enviar até fotos para denunciar desrespeito à legislação”.

Comandante-em-chefe das forças da lei, o secretário da Justiça, Luiz Antonio Marrey, dá a senha _ ”serão admitidos todos os meios de prova lícitos em direito” _ e convoca suas tropas:

“É importante que as pessoas defendam os seus direitos e exijam que ninguém fume em locais fechados”.

Como se fosse necessária uma convocação oficial… Assim que começou o debate sobre a lei antifumo, vários leitores do Balaio e de outros blogs e publicações já se ofereceram como voluntários para esta guerra sem quartel.

Posso imaginar a cena: milhares de cruzados antifumo percorrendo os bares e restaurantes da cidade, celulares em punho, prontos para flagrar os contraventores, dedar os estabelecimentos e chamar a polícia.

Já que todos os nossos problemas de segurança pública estão resolvidos, deixando os policiais à disposição para defender a lei antifumo, e o ar que respiramos em São Paulo está que é uma pureza só, o inimigo público número um a ser atacado passa a ser o cigarro.

Quer dizer, começa com o cigarro, mas em pouco tempo as tropas do dr. Marrey poderão ser empregadas também em outros combates. Hoje mesmo, no Painel do Leitor da mesma Folha já temos uma pista sobre o que nos aguarda.

O leitor Ricardo Marques (São Paulo, SP) indaga: “Será que a próxima medida será podermos fotografar os motoqueiros que trafegam na calçada para `fugir´dos automóveis parados no farol?”

Por que não? Uma vez nas ruas, as tropas de dedo-duros poderão também fotografar carros furando o farol vermelho, os buracos nas ruas, o lixo não recolhido nas calçadas, maridos traindo suas mulheres e vice-versa, tipos suspeitos em frente às lojas, táxis clandestinos, ambulantes sem licença com produtos paraguaios, estudantes matando aula, colegas de trabalho indo ao cinema na sessão da tarde, funcionários públicos usando o carro oficial para passear, desafetos em geral mijando fora do penico, falhas na iluminação pública, porteiros dormindo na guarita dos prédios, cachorros vadios cagando onde não devem _ não faltará serviço, com certeza.

Convido os leitores a completarem a lista dando novas tarefas aos dedo-duros. Em breve, quem sabe, poderão se esquecer até dos fumantes. E São Paulo se transformará num imenso arraial da delação, com todo mundo dedando todo mundo até que o último santo possa assumir o poder.

Fazer a batalha das idéias é papel dos sindicatos

Em um mundo mergulhado na crise, um dos principais papéis do movimento sindical é fazer a batalha das idéias para esclarecer e mobilizar a população. Esta foi uma das afirmações do professor Waldir José Rampinelli, do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que falou sobre o contexto econômico e os reflexos para os Servidores Públicos Federais em Seminário promovido pelo SINTRAJUSC no dia 16 de maio.
Ele fez uma análise histórica das crises do capitalismo, deixando claro que a mais recente, que eclodiu em 2008, não é apenas financeira, como querem fazer crer análises mais rasas: “Os Sindicatos não podem ficar vendo a crise de braços cruzados. A crise não é apenas financeira; se fosse, bastaria injetar dinheiro, e já se injetou muito. É uma crise política, econômica, cultural, ecológica, alimentar, energética, então é crise da estrutura”.
Nesse contexto, disse o professor, os trabalhadores estão desorganizados. Há um e outro ato de protesto, mas faltam propostas efetivas de superação da situação atual. Para isso, então, as lutas precisam ser coordenadas, principalmente porque, nas crises, a tendência é sempre transferir o custo para os pobres. O Estado transfere o custo para o servidor, o patrão para o trabalhador. “Então, quem acredita que pode haver outro sistema tem que fazer a luta contra o capitalismo”, conclamou Rampinelli.
Ele destacou que 80% da América Latina está fora do mercado capitalista, com populações sobrevivendo com menos de um dólar por dia. Em muitos países, como na Argentina, o governo está revertendo as privatizações, que transformaram bens e serviços públicos em mercadorias cada vez mais caras. Na farra neoliberal o Estado era execrado e se ouvia coisas do tipo “Quem vai mal que feche as portas” ou “Quem não tem competência que não se estabeleça”. Agora que grandes capitalistas fracassaram, é no Estado que vão pedir socorro. “A Venezuela e a Bolívia nacionalizaram e todo o mundo falou mal; agora Estados Unidos, Inglaterra, França nacionalizam e ninguém fala nada”, ironizou o palestrante.
A fragilidade da democracia representativa também foi um dos temas abordados por Rampinelli. Ele disse que é preciso trilhar o caminho da democracia participativa e ampliar o uso de instrumentos como os referendos e a consulta popular. Citou o exemplo da Venezuela, onde há o referendo revocatório, figura jurídica que permite revogar o mandato do presidente da República.
Para o palestrante, a lutas também devem ser pela reforma tributária, para que se penalizem os ricos, pela reforma agrária, pelo fortalecimento da integração regional: “Ou construímos saídas para melhorar o mundo ou os donos do mundo, o banqueiros, o complexo militar-industrial, os grandes empresários, vão sair por cima da crise e mais uma vez jogar a conta para os trabalhadores”.

Veja entrevista com o professor Waldir Rampinelli no endereço do SINTRAJUSC no You Tube,
http://www.youtube.com/sintrajusc

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Petrobrás: os inimigos estão de volta

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/petrobras-os-inimigos-estao-de-volta/

PETROBRÁS: OS INIMIGOS ESTÃO DE VOLTA

Atualizado e Publicado em 25 de maio de 2009 às 22:46
Por Emanuel Cancella*

O tucanato e o demo investem mais uma vez contra a Petrobrás. Não bastaram os oito anos de governo FHC, quando tentaram, em vão, privatizar a empresa e mudar seu nome para “Petrobrax”.  

O governo FHC conseguiu quebrar o monopólio estatal do petróleo, por meio de um artifício que fere a Constituição, mas a resistência popular não permitiu que fosse além, privatizando a empresa como um todo.

É fato que, com as unidades de negócios, conseguiram fatiar e desmontar a companhia, progressivamente. Além disso, nos oito anos de governo PSDB/Democratas, ao suspenderem os concursos públicos, esvaziaram a empresa de quadros técnicos.

Optando por  encomendar navios fora do país, o governo FHC também conseguiu fechar as portas da maioria dos estaleiros fluminenses, que antes estavam entre os maiores do continente. Do dia para a noite, uma legião de trabalhadores metalúrgicos virou camelô para sobreviver. Tudo em nome do “menor custo financeiro imediato”, mas com um imensurável custo social. Assim que assumiu, o atual presidente tratou de reverter esse quadro, reativando a indústria naval (construção e reparos), reabrindo milhares de postos de trabalho. O que deve ser computado a favor do governo Lula, embora em vários outros aspectos seja passível de críticas.  

Agora que a Petrobrás descobriu o pré-sal, despontando, talvez, como a mais importante petroleira do mundo – recentemente ganhou um prêmio internacional como empresa do ano - a mesma turma que tentou implodir a Petrobrás está convocando uma CPI. E ainda dizem que é para fortalecer a companhia! É melhor ouvir mentiras do que ser surdo!   


*Emanuel Cancella é Coordenador da Secretária Geral do Sindipetro-RJ   
 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Fracasso à vista

fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com/
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Fracasso à vista
A primeira manifestação popular contra a tal CPI da Petrobras, na realidade mais uma tentativa tosca da oposição de tentar desestabilizar o governo Lula, reuniu milhares de pessoas hoje no Rio.
"Sai seu tucano, sai ladrão. Larga a Petrobras, que é patrimônio da nação", era o refrão repetido pelos manifestantes, que alternavam os versos com um "sai Serra".
Outros atos deverão se repetir em várias cidades. Assim, com a pressão popular de um lado, e com o discurso de parlamentares da base governista de que essa CPI apenas comprova a ânsia privatista de tucanos e pefelistas, de outro, é de se esperar que a iniciativa oportunista siga o mesmo caminho das anteriores: o esquecimento, depois de alguns dias de foguetório inconsequente.
Há quem diga que o papel da oposição é esse mesmo, o de atormentar o quanto puder o governo. Mas como a tática tem se mostrado de uma ineficácia atroz, os próceres do PSDB e PFL bem que poderiam gastar suas energias em outras coisas mais úteis, como por exemplo plantar batatinhas, já que são incapazes de sugerir alguma alternativa ao que julgam uma administração incompetente.
O governo Lula tem muitas falhas, algumas evidentes, outras nem tanto. Porém, perto do que seus opositores oferecem - um país em que as diferenças sociais, com todas as suas consequências nefastas, devem se perpetuar - ele é a única alternativa para qualquer pessoa de bom senso.
Combatê-lo da maneira como se faz hoje é garantir a sua continuidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Secretário de Serra: Ações afirmativas "em 500 anos"

fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/secretario-de-serra-acoes-afirmativas-em-500-anos/

Secretário de Serra: Ações afirmativas "em 500 anos"

Atualizado em 23 de maio de 2009 às 22:52 Publicado em 23 de maio de 2009 às 22:50

Por: Redação - Fonte: Afropress - 18/5/2009

S. Paulo – A celebração dos 25 anos do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de S. Paulo, realizada nesta segunda-feira (18/05), no auditório Franco Montoro, da Secretaria da Justiça e Defesa de Cidadania, por pouco não se transforma em ato de protesto dos negros presentes depois que o Secretário de Relações Institucionais José Henrique Reis Lobo disse que “até simpatizava com a proposta de Ações Afirmativas”, porém, tinha consciência de que isso só aconteceria “quem sabe, nos próximos 500 anos”.

O mal estar provocado pelas declarações de Lobo – que também é presidente do PSDB em São Paulo – foi tão grande que alguns ativistas negros presentes se retiraram do auditório em protesto. Outros, filiados ao PSDB, comentavam entre si, a disposição de se desfiliarem do Partido.

A presidente do Conselho, professora Elisa Lucas Rodrigues, que presidia o ato, assistiu as demonstrações de desagrado e de indignação. Ela não quis falar à Afropress sobre o episódio. Na mesa, além do deputado tucano Milton Flávio, o Secretário Adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República, Elói Ferreira, representando o ministro chefe, deputado Edson Santos.

Saia justa

A saia justa do Governo do Estado começou mesmo antes do discurso de Lobo, quando o advogado e ex-presidente do Conselho, Antonio Carlos Arruda, protestou diante do que ele considerou declarações infelizes do governador José Serra. Recentemente, em artigo publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 24 de abril, à pretexto de lembrar a tragédia do nazismo contra os judeus e do genocídio contra os armênios pelos turcos, Serra condenou os que “insistem em ressuscitar o conceito de raça e criar legislações baseadas na premissa de que elas merecem tratamento diferenciado pelo Estado”.

A declaração já havia provocado reações de negros próximos aos tucanos, como Hélio Santos – o primeiro presidente do Conselho e amigo de Serra e de Fernando Henrique – que contestou a posição do governador vista como um recado aos que defendem as cotas e ações afirmativas para negros e indígenas.

Arruda condenou as declarações do governador, disse que os negros não tem interesse em racializar o debate sobre cotas e ações afirmativas e defendeu reformas profundas no Conselho que ele considera que “precisa ser repaginado para dar conta das novas tarefas”.

Logo em seguida às declarações de Arruda, que já foi assessor do deputado José Aníbal e é visto como uma das lideranças tucanas mais conhecidas, o secretário Reis Lobo “fecharia com chave de ouro”, a série de declarações infelizes do Governo.

O que mais indignava algumas lideranças negras presentes é que Logo é o titular da Secretaria de Relações Institucionais – criada por Serra, justamente para reunir os Conselhos, entre os quais o da Comunidade Negra. Também lembraram que S. Paulo, sob o Governo de Geraldo Alckmin criou, por decreto, um Plano de Ações Afirmativas, que jamais saiu do papel.

O Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de S. Paulo é o mais antigo do Brasil. Criado, em 1.984, no Governo Monteiro, perdeu espaço e importância e está sucateado e sem recursos. As "comemorações" pelos 25 anos começaram com o ato seguido de palestra do escritor e compositor Nei Lopes e terminou com um show de Lopes e os Partideiros do Cacique no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina.

Jornalista da Globo é conselheiro de Gilmar MendesNA TV JUSTIÇA



Sábado, 23 de Maio de 2009



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As relações promíscuas entre o comentarista político e âncora de telejornais da Rede Globo, Heraldo Pereira, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes estão pipocando.
Além de descolar uns trocados extras como docente do IDP, de propriedade de Gilmar, o fleumático repórter é, também - pasme! - conselheiro estratégico do patrão na TV Justiça, emissora pública subordinada ao STF.
A informação chegou a este Cloaca News pela nossa leitora identificada como "NaMaria", mas já encontramos a denúncia postada no blog de Plínio Bortolotti.
Clique aqui para ir ao website da TV Justiça. E não se preocupe se tirarem a página do ar. É que, enquanto uns salvam o cachê, nós aqui já salvamos o cache.
Postado por Cloaca News às 18:08:00 9 comentários

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domingo, 24 de maio de 2009

Jornalista da Globo está na folha de pagamentos de Gilmar Mendes



........,.Em suas horas vagas, o apresentador e repórter político da Rede Globo, Heraldo Pereira, 47 anos, também costuma batalhar uns extras no IDP, a escolinha do Doutor Gilmar, em Brasília. Pereira, que é "mestrando em Direito pela UnB", é o responsável pelo módulo VI do Curso de Introdução ao Direito para Profissionais de Comunicação naquela modelar instituição de ensino.
Você sabia?
A prova está aqui.
Postado por Cloaca News às 16:35:00 21 comentários
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Veja e os crimes contra a honra

Veja e os crimes contra a honra

"Veja foi a publicação que mais praticou os crimes internéticos dos mais escabrosos, mais apelou para todo tipo de injúria, mais rebaixou o conceito de Blogs, com um linguajar que Roberto Civita, por exemplo, jamais aceitaria que fosse repetido em sua casa", por Luís Nassif, em seu blog.
Da Veja
A lei brasileira está vários passos atrás dos criminosos virtuais. Os delitos cometidos pela rede – salvo exceções como a divulgação de pornografia infantil – não estão contemplados no rol de crimes brasileiros. O que se faz hoje é uma tentativa nem sempre bem-sucedida de enquadrá-los nas condutas descritas pelo Código Penal, de 1940 – como no caso dos crimes contra a honra.
Tanto em São Paulo quanto no Rio, eles representam cerca de 40% dos inquéritos instaurados nas delegacias especializadas. No mundo real, o crime contra a honra diz respeito a alguém que xinga, difama ou calunia outro alguém – pessoalmente, por carta ou por meio de um veículo de comunicação. No mundo virtual, é a mesma coisa – com a diferença de que a repercussão é muito maior. E a reparação, em caso de necessidade, infinitamente mais complicada. No mundo real, uma ordem judicial é suficiente para suspender a veiculação da ofensa. No mundo virtual, a suspensão é quase impossível.

Comentário
Tenho arquivadas 800 páginas de ofensas, calúnias, injúrias, difamação, ataques pessoais, à mim e à minha mulher, insinuações de todo tipo, um conjunto amplo de crimes tipificados no Código Penal por parte do blogueiro da Veja — que voltou a recorrer às baixarias — um sujeito sem o menor limite, contratado especificamente para intimidar os críticos de Veja e os adversários de José Serra, nesse período tenebroso em que a revista mergulhou por águas sombrias.
Veja foi a publicação que — depois dessas comunidades clandestinas do Orkut — mais praticou os crimes internéticos dos mais escabrosos, mais apelou para todo tipo de injúria, mais rebaixou o conceito de Blogs, com um linguajar que Roberto Civita, por exemplo, jamais aceitaria que fosse repetido em sua casa.
Qual é?
Clique aqui para ler na série de Veja, o tipo de jornalismo que a revista pratica na Internet.
A propósito, até agora não consegui o direito de resposta dos ataques que sofri da revista. E os que conseguiram, foi depois de percorrer um calvário de ações judiciais onerosas.
E vem ela se preocupar com crimes contra a honra?

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A udenização do PSDB

fonte:http://www.diap.org.br/index.php/artigos/9087-a-udenizacao-do-psdb

A udenização do PSDB

Artigos
Ter, 19 de Maio de 2009 11:03
Cláudio Gonçalves Couto*

Certa feita, o ex-governador Leonel Brizola disse que "o PT é a UDN de macacão". Essa frase não se explicava apenas pela notória destreza verbal do caudilho gaúcho e pela histórica rivalidade de seu trabalhismo decadente com o obreirismo emergente do PT.
Ela também se justificava pela crítica à postura de oposicionismo contumaz e desleal, associada a um empedernido moralismo, que marcava o partido de Lula na época em que a conquista do governo federal ainda se encontrava algo distante.
Chegava-se ao ponto de que mesmo nos estados e municípios em que o partido conquistava governos, certos petistas reivindicavam que se fizessem "governos de oposição" à administração federal do dia - priorizando a desestabilização dos adversários no plano nacional em detrimento da condução de sua própria administração.
Poder-se-ia concordar com Brizola e notar neste traço uma real semelhança com a velha UDN. Afinal, o partido de Magalhães Pinto, Milton Campos e, sobretudo, Carlos Lacerda, não poupava esforços na desestabilização de seus adversários varguistas no governo federal - em particular o próprio Vargas, levado ao suicídio.
Mas a orientação para o oposicionismo contumaz do PT - afora o mesmíssimo oportunismo na busca do poder - provinha de uma matriz ideológica distinta daquela da UDN.
Tinha a ver com um vezo revolucionário de matriz socialista, difusamente marxista, que coloca em segundo plano a democracia dita burguesa na busca dos objetivos políticos. Já os udenistas se nutriam num elitismo liberal-conservador (mais conservador do que liberal, aliás), que também dava pouca importância à democracia, tendo na desestabilização conspiratória de seus adversários um método para alcançar o poder.
Talvez nada represente melhor essa estratégia de oposicionismo desleal da antiga UDN do que a frase de Lacerda dirigida aos recém-eleitos Juscelino Kubitschek e João Goulart: "Esses homens não podem tomar posse, não devem tomar posse, nem tomarão posse."
Mas a UDN e suas lideranças não atuavam de forma isolada nesta sua estratégia de oposicionismo desleal. Elas contavam com a sustentação política de setores da sociedade que se identificavam com sua perspectiva elitista liberal-conservadora.
Para esses setores, Vargas e o favorecimento dos setores mais pobres da população por meio de políticas sociais eram anátemas: cumpria extirpar a eles e às práticas imorais de trato da coisa pública que supostamente lhes acompanhariam.
Mas essa não era tarefa das mais fáceis, de modo que apesar da participação de alguns udenistas em governos de herdeiros do varguismo (e mesmo do próprio Vargas) entre 1945 e 1960, a UDN como tal não conseguia entrever como tarefa fácil a sua chegada ao poder.
Para piorar, quando a UDN parece finalmente chegar ao poder pelas mãos de Jânio Quadros (um "udenista novo" nos termos de Sílvio Tendler), a experiência não dura mais do que sete conturbados meses.
Foi essa constante frustração na busca do poder nacional que alimentou o oposicionismo contumaz, a desqualificação virulenta dos adversários e a conspiração golpista que, ao fim e ao cabo, se consumou em 1964.
Tudo isto fez com que o udenismo entrasse para a história como o sinônimo de um hipocritamente moralista conservadorismo social, descompromissado de qualquer lealdade democrática.
Se é possível identificar hoje algum partido que seja legitimamente herdeiro da tradição udenista, este certamente não é o PT (apesar da frase de Brizola), pelas profundas diferenças históricas, organizacionais, ideológicas e sociais da agremiação. Seria, na verdade, o PFL, hoje rebatizado de DEM - já que o PDS, hoje PP, mal é um arremedo do que outrora foi a ARENA, partido oficial do regime que Tancredo Neves denominou como "Estado Novo da UDN".
O DEM bem que tenta viabilizar-se como o ocupante do espaço principal à direita de nosso espectro político partidário. Logrou inclusive alguns sucessos nessa empreitada: sua recente repaginação, adotando novo nome, rejuvenescendo suas lideranças nacionais e capitaneando uma importante derrota do governo num tema caro ao liberalismo-conservador - a redução de impostos (na votação da CPMF).
Todavia, o partido tem perdido força nas disputas estaduais e não conta com um nome nacional que pudesse entrar de forma competitiva na disputa presidencial. Tem-se visto irremediavelmente a reboque de seu parceiro mais ao centro, o PSDB, mesmo onde obteve importante vitória eleitoral - em São Paulo.
Com isto e com o declínio das lideranças e partidos conservadores mais tradicionais, que sucumbiram ao fisiologismo rasteiro, tornando-se inclusive base de sustentação do governo Lula, o eleitorado mais consistentemente conservador viu-se órfão. E fez sua opção mais de forma negativa que positiva.
Se há um sentimento que tem animado o espírito político conservador hoje no Brasil, este é o do antipetismo (e uma variante sua, o antilulismo). E nenhuma outra agremiação tem incorporado melhor este papel de anti-PT e anti-Lula do que o PSDB (com a sugestiva exceção mineira).
Ao tornar-se estuário deste conservadorismo social e político, os tucanos têm adotado - sobretudo na cena nacional - um discurso e uma postura cada vez mais conservadores e elitistas. É a forma encontrada de reter o novo eleitor - esse direitista "tucano novo".
O curioso disto é que talvez nenhum partido seja mais próximo do PT em sua origem histórica e no perfil de seus formuladores do que o PSDB. Mas a disputa eleitoral da democracia prega peças: ela força os partidos para onde os eleitores estão. Isto talvez explique o processo de udenização pelo qual passam os tucanos.

(*) Cientista político, professor da PUC-SP e da FGV-SP. Publicado originalmente no Valor Econômico (19)

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Regina Duarte também tem medo de índio

Subject: Regina Duarte também tem medo de índio
fonte:http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/

19/05/2009 - 12:17
Regina Duarte também tem medo de índio
A atriz global e pecuarista Regina Duarte, em discurso na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS), disse que está solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no estado.
“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou a atriz, neste domingo (18), com referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa o que faz do BRASIL um brasil. Em verdade, ela deve estar sentindo medo desde a campanha presidencial de 2002…
(O deputado Ronaldo Caiado, principal defensor desses princípios, deveria cobrar royalties de Regina Duarte… Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso por aqui.)
“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido são criadores da raça Brahman em Barretos (SP).
Dos 60 assassinatos de indígenas ocorridos no Brasil inteiro em 2008, 42 vítimas (70% do total) eram do povo Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, de acordo com dados Conselho Indígenista Missionário (Cimi). “Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos”, afirma Anastácio Peralta, liderança do povo Guarani Kaiowá da região.
“Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não tem alternativa de trabalho, de renda, de educação”, lamenta Anastácio Peralta.
A população Guarani Kaiowá é composta por mais de 44,5 mil. Desse total, mais de 23,3 mil estão concentrados em três terras indígenas (Dourados, Amambaí e Caarapó), demarcadas pelo Serviço de Proteção ao Índio (criado em 1910 e extinto em 1967), que juntas atingem 9.498 hectares de terra. Enquanto os fazendeiros, muitos dos quais ocuparam irregularmente as terras, esparramam-se confortavelmente por centenas de milhares de hectares. O governo não tem sido competente para agilizar a demarcação de terras e vem sofrendo pressões até da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Mesmo em áreas já homologadas, os fazendeiros-invasores se negam a sair - semelhante ao que ocorreu com a Raposa Serra do Sol.
É esse massacre lento que a pecuarista apóia, como se as vítimas fossem os pobres fazendeiros. Só espero que, na tentativa de apoiar a causa, ela não resolva levar isso para a tela da TV, em um épico sobre a conquista do Oeste brasileiro, nos quais os brancos civilizados finalmente livram as terras dos selvagens pagãos.
Enviado por: sakamoto -

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Petrobrax para iniciantes

fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/petrobrax-para-iniciantes/

Petrobrax para iniciantes
Atualizado em 20 de maio de 2009 às 11:59 Publicado em 20 de maio de 2009 às 11:50
Petrobrax para iniciantesPor Leandro Fortes (http://brasiliaeuvi.zip.net)

Eu estava mesmo querendo falar sobre essa incrível cruzada ao fundo do poço que a oposição, PSDB à frente, decidiu empreender contra a Petrobras, justo no momento em que a empresa se posiciona como uma das grandes do planeta. Sim, a inveja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas mesmo a mais suntuosa das privadas tem um limite de retenção. Como não se faz CPI no Brasil sem um acordo prévio com publishers e redações, fiquei quieto, aqui no meu canto, com meus olhos de professor a esperar por um bom exemplo para estudo de caso, porque coisa chata é ficar perdido em conjecturas sem ter um mísero emblema para oferecer aos alunos ou, no caso, ao surpreendente número de pessoas que vem a este blog dar nem que seja uma olhada. Pois bem, esse dia chegou.Assinante do UOL há cinco anos, é com ele que acordo para o mundo, o que não tem melhorado muito o meu humor matutino, diga-se de passagem. De cara, vejo estampada, em letras garrafo-digitais, a seguinte manchete:Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anosTeca, minha cocker spaniel semi-paralítica, se aninha nos meus pés, mas eu não consigo ficar parado. Piso nas patas traseiras dela, mas, felizmente, ela nada sente. A dedução, de tão lógica, me maltrata o ânimo. Se tamanha safadeza ocorreu nos últimos seis anos, trata-se da Era Lula, redondinha, do marco zero, em 2003, até os dias de hoje. Nisso, pelo menos, a matéria não me surpreende. Está lá:Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras gastou cerca de R$ 47 bilhões em contratos feitos sem licitação, informa reportagem de Rubens Valente, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).Pá-pá-pá. Preto no branco. Tiro à queima roupa. Um lead jornalístico seco como biscoito de polvilho. Desde que chegou ao Planalto, Lula deixou a Petrobrás gastar 47 bilhões de reais em contratos sem licitação. Vamos, portanto, à CPI. Nada de chiadeira. Demos e tucanos, afinal, têm razão. Bilhões delas. Dane-se o Pré-Sal e o mercado de ações. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio!Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo, o sublead, essa réstia de informação que, pudesse ser limada da pirâmide invertida do texto jornalístico, pouparia à oposição tocar a CPI sem o constrangimento de ter que bolar malabarismos retóricos em torno das informações que se seguem. São elas, segundo a Folha On Line:Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a petroleira contratou sem licitação serviços como construção, aluguel e manutenção de prédios, vigilância, repasses a prefeituras, gastos com advogados e patrocínios culturais, entre outros. O valor corresponde a 36,4% do total de gastos com serviços (R$ 129 bilhões) da petroleira de janeiro de 2003 a abril de 2009.A prática não começou com Lula. Somente entre 2001 e 2002, sob a administração de Fernando Henrique (PSDB-SP), a petroleira contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.Parem as rotativas digitais! Contenham as massas! Abatam os abutres! Como é que é? Volto à minha sala de aula imaginária (só poderia ser, porque hoje eu nem dou aula). Vamos fazer uma análise pontual do texto jornalístico, menos pelo estilo, impecável em sua dureza linear, diria até cartesiana, mas pela colocação equivocada das informações. Depois caem de pau em cima de mim porque defendo a obrigatoriedade do diploma. Vamos lá:1) Na base da pirâmide invertida, há uma informação que deveria estar no lead e, mais ainda, no título da matéria. Senão, vejamos. Se entre 2001 e 2002 a Petrobras gastou 25 bilhões, “em valores não atualizados” (???), em contratos sem licitações, logo, a matéria deveria começar, em seu parágrafo inicial, com a seguinte informação: “Nos últimos oito anos, a Petrobras gastou R$ 72 bilhões (R$ 47 bilhões + R$ 25 bilhões, “em valores não atualizados”) em contratos sem licitações. Então, CPI nessa cambada! Mas que cambada? Sigamos em frente.2) O mesmo derradeiro parágrafo informa que a “prática” se iniciou “sob a administração” de Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente do PSDB. Aliás, reflito, só é “prática” porque começou com FHC. Se tivesse começado com Lula, seria bandalha mesmo. Mas sou um radical, não prestem atenção em mim. Continuemos a trabalhar dentro de parâmetros técnicos e jornalísticos. Logo, a CPI tem que partir para cima do PT e do PSDB. Um pouco mais em cima do PSDB. Por quê? Explico.3) Ora, até eu que sou jornalista e, portanto, um foragido da matemática, sou capaz de perceber que se a Petrobrax de FHC gastou R$ 25 bilhões (em valores não atualizados!) em contratos sem licitação em apenas dois anos, e a Petrobras de Lula gastou R$ 47 bilhões em seis anos, há um desnível de gastos bastante razoável entre um e outro. Significa, por exemplo, que FHC gastou R$ 12,5 bilhões por ano. E Lula gastou R$ 7,8 bilhões por ano. Ação, segundo a reportagem da Folha, “amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal)”. Poderia até acrescentar que a Petrobras vale no mercado, hoje, R$ 300 bilhões, e que valia R$ 54 bilhões quando FHC deixou o governo. Mas é preciso manter o foco jornal4) Temos, então, uma lógica primária. Com base em uma lei de FHC, amparada pelo STF, a Petrobras tem feito contratos sem licitações, de 2001 até hoje. A “prática” é irregular? CPI neles! Todos. Mas, antes, hora de refazer o título e o lead!Petrobrás gastou R$ 72 bi em contratos sem licitação, em oito anosDesde 2001, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até abril deste ano, a Petrobras gastou cerca de R$ 72 bilhões em contratos feitos sem licitação. Os gastos foram autorizados, em 1998, por um decreto presidencial assinado por FHC e, posteriormente, amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 2001 e 2002, a empresa, sob administração tucana, gastou R$ 25 bilhões em contratos do gênero, em valores não atualizados, uma média de R$ 12,5 bilhões por ano. No governo Lula, esses gastos chegaram a R$ 47 bilhões, entre 2003 e abril de 2009, uma média de R$ 7,8 bilhões anuais.Bom, não sei vocês, mas eu adoro jornalismo. Em valores atualizados, claro.
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A ofensiva da direita na América Latina

fonte:http://www.diap.org.br/index.php/artigos/9100-a-ofensiva-da-direita-na-america-latina

'A ofensiva da direita na América Latina'

Artigos
Qua, 20 de Maio de 2009 01:03
Por Guillermo Almeyra, no La Jornada

Como em toda grande crise, juntamente com a radicalização de setores dos explorados e oprimidos, produz-se o recrudescimento das alas extremas da direita, que temem perder novas franjas de poder ou decidem passar à ofensiva antes que seja demasiado tarde, contando com suas forças econômicas, sociais e políticas para ganhar posições.
Essa direita não é abertamente golpista, mas sim ocasionalmente, porque a relação de forças real não lhe permite, contudo é, sim, "destituidora". Ou seja, leva à desestabilização dos respectivos governos e sociedades, ao limite do golpe de Estado. A sua arma principal são os meios de informação, com os quais tenta reforçar a sua hegemonia político-cultural.
Por isso, assistimos a um golpismo mediático que se concretiza por meio da desinformação, da tergiversação dos fatos, da utilização de qualificativos sem sustentação, da sátira mal intencionada, da criação de temor à insegurança, às pandemias, às crises econômicas, as quais não seriam o resultado - era o que faltava! - do sistema capitalista e sim do "populismo" e da "ineficácia" e "corrupção" dos governos que não são simples peões do capital financeiro (como, por exemplo, o da Venezuela, o de Cuba, o da Bolívia, o do Equador e até o moderadíssimo governo da Argentina).
Podemos ver assim como a CNN pede em rede, diretamente, a renúncia do presidente guatemalteco ao qual entrevista e tritura todos os dias, dando como certo que o presidente Álvaro Colom ordenou um assassinato. E ocultando que o ódio da direita contra esse governo provém das limpezas que ordenou às forças armadas e à polícia, e das suas ainda tímidas medidas sociais.
Também podemos observar como a Globovisión exorta os militares venezuelanos a "porem as calças" contra o governo, ou como todos os meio de comunicação do grupo argentino Clarín especulam sobre a necessidade da renúncia da presidenta Cristina Fernández, caso não ganhe de forma esmagadora as eleições, e dizem que o vice-presidente já tem um gabinete formado.
Ao mesmo tempo, amplificam as provocações, como aquela que faz o Peru ao dar asilo político a delinquentes e assassinos da Venezuela e da Bolívia, disfarçados de opositores "democráticos". E, apesar de todas as acusações por corrupção e cumplicidade em homicídios que pesam contra Uribe, ele avança a passo acelerado na Colômbia para a preparação da sua reeleição, pisoteando a Carta Magna.
Mas também a direita veste a pele de cordeiro, no Chile, para que se esqueçam de Pinochet e da ditadura, e avança o proprietário da LAN, Sebastián Piñera, como candidato a presidente da República. Calderón apresenta-se como a garantia da ordem contra a delinquência, como o demonstram as declarações de De la Madrid sobre os Salinas.
A direita brasileira prepara-se para acabar com o governo de Lula, e a direita argentina, para retirar dos Kirchner a maioria nas Câmaras, submeter a julgamento político a presidente ou sabotar a sua política todos os dias.
Piñera pode chegar a ganhar no Chile. No Uruguai é possível um segundo turno que una as direitas para deixar a Frente Ampla em minoria. Nas eleições de 28 de junho, o governo argentino, com o auxílio da abstenção e dos votos em branco, pode sacar menos votos que a aliança entre a extrema direita peronista, a oligarquia latifundiária, o capital financeiro e os partidos tradicionais anti-peronistas.
Existe a possibilidade de que a candidata de Lula perca e a sorte do Mercosul penderia por um fio caso ocorresse a ascensão de governos direitistas no Uruguai, Brasil e Argentina. Os fatores determinantes desses possíveis retrocessos e da reanimação da direita são, fundamentalmente, dois: o reflexo conservador das classes médias urbanas perante a crise mundial, a queda do seu nível de vida, a insegurança social e o aumento da luta de classes.
E, interrelacionado com isso, a incapacidade ou o caráter tímido das políticas dos governos mal chamados progressistas, que continuam a aplicar essencialmente as mesmas linhas neoliberais dos anos noventa.
Eles, como os Kirchner ou Lula, não foram capazes de mobilizar uma força própria com medidas audazes: não nacionalizaram o comércio exterior de cereais, nem fixaram políticas anti-mineração, nem protegeram o ambiente e, pelo contrário, financiaram a grande indústria (que é estrangeira e está ligada à oligarquia e ao capital financeiro internacional) e não lhes tocaram nem num fio de cabelo.
Só as mobilizações populares e a perspectiva de políticas de mudança podem arrastar setores pobres das classes médias, como na Bolívia ou no Equador, ou contrapor-se à base social na classe média da direita venezuelana. A fraqueza da Concertación chilena, do kirchnerismo, de Lula, convertem-se na força da direita frente a governos socialmente isolados e que persistem nas políticas e concepções neoliberais que levaram ao desastre mundial.
Se acrescentarmos a isto que os trabalhadores estão a dar uma resposta muito débil e desunida à utilização capitalista da crise mundial e, em geral, não puderam elaborar um projeto próprio de saída da crise, vemos também porque a direita e o capitalismo podem manter a sua hegemonia político-cultural.
Mais do que nunca, é essencial travar a batalha ideológica contra os valores e os meios do capital e organizar a atividade política independente de suas vítimas.

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